Cidades

Serial killer é condenado a 22 anos pela morte de idosa; penas ultrapassam 175 anos de prisão

Genilda Maria da Conceição foi assassinada em 2019 enquanto levava o neto para a escola; réu negou autoria durante julgamento

Por Lucas França com Tribuna Hoje 05/03/2026 13h47 - Atualizado em 05/03/2026 16h01
Serial killer é condenado a 22 anos pela morte de idosa; penas ultrapassam 175 anos de prisão
Promotor Antônio Vilas Boas questionou as declarações do acusado e destacou que a decisão sobre a culpa ou inocência cabe ao conselho de sentença, formado pelos jurados - Foto: MP/AL

O réu Albino Santos de Lima foi condenado nesta quinta-feira (5) a 22 anos, 5 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato da idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos. O julgamento ocorreu no Fórum do Barro Duro, em Maceió, e foi conduzido pelo juiz Yulli Rotter.

A acusação foi sustentada pelo promotor Antônio Villas Boas, representante do Ministério Público de Alagoas.

Com a nova condenação, a soma das penas impostas ao acusado chega a 175 anos e dois meses de prisão.

Genilda foi assassinada na manhã de 6 de fevereiro de 2019, no Beco de Zé Miguel, enquanto levava o neto, de 11 anos, para a escola. Segundo a investigação, ela foi atingida por tiros pelas costas e morreu antes de receber socorro.

Réu negou autoria durante depoimento


Durante o julgamento, Albino negou ser o autor do assassinato e afirmou que chegou a confessar o crime anteriormente porque estaria em estado de confusão mental.

“Nesse caso sou inocente. Não há nenhuma prova concreta que prove que fui eu”, declarou no plenário.

Apesar da negativa, a acusação apresentou elementos que ligam o réu ao crime, incluindo registros encontrados em seu celular. De acordo com o Ministério Público, havia arquivos com o nome da vítima e a data do assassinato destacados.

O promotor também ressaltou que laudos psiquiátricos apontam que o acusado não apresentava transtornos mentais capazes de comprometer sua responsabilidade penal no momento do crime.

A sessão foi marcada por forte emoção entre os familiares da vítima. Do lado de fora do plenário, o filho da idosa relembrou a rotina da mãe e o impacto da perda.

Segundo ele, Genilda era dona de casa e dedicava grande parte do tempo à família, especialmente ao neto, que acompanhava diariamente à escola.

O filho também contou que a família só descobriu recentemente que o acusado morava próximo da residência da vítima, a apenas três casas de distância.

Histórico de crimes e condenações


Albino Santos de Lima está preso desde setembro de 2024 e responde por uma série de assassinatos ocorridos em Maceió. Ele é acusado de matar pelo menos 10 pessoas, embora algumas investigações apontem suspeitas de até 18 mortes.

De acordo com as investigações, o acusado teria como alvo principalmente mulheres jovens e morenas, utilizando redes sociais, como o Instagram, para observar e acompanhar possíveis vítimas.

Relembre os júris e as condenações de Albino Santos de Lima:

Novembro 2025 – a 24 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão, em regime fechado pelo assassinato de Beatriz Henrique da Silva e lesão corporal contra o seu filho, de quatro anos.
Outubro 2025 – condenado a 27 anos, um mês e 10 dias de prisão pela morte de Tâmara Vanessa dos Santos, 21, pelos tiros que atingiram José Gustavo Carvalho, 23, (seu esposo) e Leidjane Gomes de Freitas;
Setembro de 2025 – condenado a 14 anos e sete meses de prisão por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Alan Vitor dos Santos Soares, de 20 anos;
Julho 2025 – condenado a 24 anos e seis meses pela morte da adolescente Ana Clara Lima Santos;
Junho de 2025 – condenado a 24 anos e seis meses pela morte da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo;
Abril 2025 – condenado a 37 anos pela morte do barbeiro Emerson Wagner da Silva e tentativa de homicídio contra outro rapaz.

Com a nova sentença pela morte de Genilda, o total de condenações agora ultrapassa  os 175 anos de prisão.